Uma frentista de 26 anos morreu na madrugada de segunda-feira, 20 de abril, após sofrer queimaduras durante um ritual religioso em Araraquara, no interior de São Paulo. A vítima foi identificada como Joselia Santos Oliveira.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a mãe de Joselia relatou à polícia que o acidente aconteceu na noite de sexta-feira, 17 de abril, em um terreno baldio na Rua Pedro Sanches Alcaras, na área rural da cidade. A informação que ela recebeu foi de que a filha sofreu queimaduras durante o ritual.
A jovem foi levada inicialmente a um hospital na cidade vizinha de Américo Brasiliense. Sua mãe esteve na unidade e conversou com ela. Joselia contou que, ao realizar a queima de pólvora, deixou o material cair das mãos, o que provocou um incêndio. As chamas a atingiram no tórax e no rosto.
No sábado, dia 18, a condição da vítima exigiu sua transferência para a Santa Casa de Araraquara. Ela foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Joselia não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de segunda-feira, dia 20.
A reportagem entrou em contato com a Santa Casa de Araraquara para obter mais informações, mas não recebeu retorno até o momento da última atualização da notícia.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou a morte. O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia de Polícia de Araraquara.
A Funerária Terezinha de Jesus informou, em nota, que o velório de Joselia foi realizado na manhã de terça-feira, 21 de abril, no Memorial Bom Pastor. O sepultamento aconteceu no Cemitério Bom Pastor, ambos localizados em Ribeirão Preto, cidade onde a família da frentista reside.
Acidentes com materiais pirotécnicos, como pólvora, infelizmente não são incomuns em contextos religiosos ou festivos. A manipulação incorreta desses produtos, muitas vezes por pessoas sem treinamento específico, representa um risco grave de queimaduras e incêndios. Queimaduras extensas, principalmente em áreas sensíveis como o rosto e o tórax, exigem atendimento médico imediato e especializado, com alto risco de complicações.
As investigações policiais para apurar as circunstâncias exatas do ocorrido seguem em andamento. A Polícia Civil deve colher depoimentos de outras pessoas que possam ter estado presentes no local do ritual para esclarecer os fatos. Casos como este costumam servir de alerta para os perigos associados ao manuseio de substâncias inflamáveis sem os devidos cuidados e equipamentos de segurança.
