Jefferson Lerma, volante de marca de 31 anos, nasceu em 25 de outubro de 1994 em Cerrito, Valle del Cauca. Ele é descrito como o motor do meio-campo da seleção colombiana.
Lerma é capaz de anular a criação do time rival quando está inspirado. Sua intensidade permite que ele seja um jogador de ida e volta durante os 90 minutos. Ele chega à Copa do Mundo com ampla experiência vestindo as cores da tricolor. Em seu primeiro Mundial, o de Rússia 2018, era apenas um revulsivo no meio de campo. Hoje, é inamovível entre os titulares.
O jogador é um volante mais focado na contenção do que na criação. Seu perfil direito, tendo atuado como lateral em fases mais iniciais da carreira, permite cobrir a lateral para que Daniel Muñoz se projete no ataque. Não é raro vê-lo entre os zagueiros quando o jogo exige. Em seu clube, quando jogam com linha de três, ele passa a ser um dos defensores. O técnico Lorenzo o posiciona como volante central, com flexibilidade para se projetar quando a Colômbia tem o controle.
Quando uma lesão o impediu de jogar contra Uruguai e Equador, ambas derrotas, seu impacto foi notado pela ausência no equilíbrio da equipe. Para Lorenzo, ele é a principal opção na primeira linha de volantes. Sem a bola, Lerma se torna mais um no sistema defensivo. Com a bola, participa da elaboração, embora essa não seja sua principal virtude.
Lerma foi de menos a mais na última temporada com o Crystal Palace e se firmou como titular. No início da campanha passada, seu papel era mais de reserva que ajudava a fechar jogos, mas ele se tornou indispensável desde o apito inicial. Ele conquistou a Conference League junto com Daniel Muñoz. Com mais de 190 partidas, é o colombiano com mais presenças na Premier League. Antes do Palace, jogou no Bournemouth, seu segundo clube na Europa. O primeiro foi o Levante, da Espanha, para onde foi há mais de uma década, com apenas 20 anos.
