O lutador australiano Jake Matthews afirmou que não se apega ao passado e que já superou a polêmica envolvendo sua última luta, contra Neil Magny. O combate, realizado em 2025, teve um desfecho confuso quando o árbitro interrompeu a luta por acreditar que Magny havia desmaiado em um estrangulamento, mas depois voltou atrás na decisão e permitiu que o confronto continuasse. Matthews acabou perdendo por finalização no terceiro round.
“Assim que a luta terminou, olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não há como voltar e mudar as coisas. Não tenho uma máquina do tempo, então não fico remoendo isso”, disse Matthews em entrevista. O australiano admitiu que a sensação de alívio ao pensar que havia vencido foi intensa, mas que ele precisou se recompor rapidamente para o segundo round. “Eu lutei com vontade no segundo round porque sabia que era tudo o que eu tinha. Assim que aquele round terminou, eu sabia que estava em apuros.”
Matthews reconheceu que, em retrospecto, gostaria de ter protestado contra a decisão do árbitro. “Deveria seguir as regras, que dizem que a luta é encerrada, essa é a decisão, e caberia ao Neil recorrer. Mas somos lutadores: nos mandam continuar lutando e a gente automaticamente continua.”
O veterano dos meio-médios afirmou que sua fé o ajudou a superar o ocorrido. Convertido ao islamismo em 2023, ele disse acreditar que “tudo acontece por uma razão”. “Fiz tudo o que pude naquela luta, e ela aconteceu do jeito que aconteceu. Confio no processo, confio na jornada, e é isso que me ajuda a seguir em frente.”
Matthews retorna ao octógono neste fim de semana, em Macau, contra Carlston Harris. Inicialmente, ele enfrentaria o também veterano Muslim Salikhov, que se lesionou e foi substituído. Para o australiano, a troca de adversário não foi motivo de preocupação. “Se eu estava destinado a lutar neste evento, eu teria um oponente. Se não, não teria. Mantivemos os treinos como se tivéssemos luta, e uma semana depois, tínhamos um adversário.”
Ele destacou que sua fé trouxe mais paz durante a semana de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem sono, estresse com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento durante a luta, fazer o que posso, e acredito que o resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro.”
