A FIFA anunciou mudanças para a Copa do Mundo de 2026, mas recuou da proposta de reformular a regra do impedimento. A entidade optou por aperfeiçoar os mecanismos de detecção, em vez de alterar a regra em si.
A edição de 2026 terá novas regras para acelerar o jogo. Laterais terão tempo limite para serem cobrados, tiros de meta serão mais rápidos e as substituições ganharão mais agilidade. O VAR também receberá novas atribuições.
A proposta defendida por Arsène Wenger previa que o atacante só estaria impedido se todo o seu corpo estivesse à frente do último defensor. Pela regra atual, gols são anulados por centímetros, joelhos, ombros ou pontas de chuteira.
A regra do impedimento foi criada para evitar que jogadores ficassem parados na área adversária. Hoje, um atacante pode fazer uma jogada brilhante e ter o gol anulado porque uma parte mínima do corpo ultrapassou a linha traçada pelo VAR.
A proposta de Wenger devolveria o benefício da dúvida ao ataque e eliminaria parte das polêmicas desde a chegada da tecnologia. A FIFA preferiu aperfeiçoar os mecanismos que identificam o impedimento, em vez de mudar a regra.
O problema continua o mesmo. Apenas será detectado com mais rapidez. A entidade perdeu a chance de resolver uma das maiores distorções da era do VAR. Gols continuarão sendo anulados por milímetros que nenhum ser humano percebe a olho nu.
Outras mudanças para 2026
Além das regras para acelerar o jogo, a Copa de 2026 terá um formato expandido. O torneio contará com 48 seleções, divididas em 12 grupos de quatro times cada. Os oito melhores terceiros colocados avançarão para a fase de mata-mata.
A competição será sediada por três países: Estados Unidos, Canadá e México. Será a primeira vez que uma Copa do Mundo será realizada em três nações diferentes. O torneio está previsto para começar em junho de 2026.
