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Crítica de Thor: Ebert errou feio ao julgar personagem

O crítico de cinema Roger Ebert é conhecido por ter opiniões que frequentemente fugiam do senso comum. Uma delas, que pode surpreender fãs da Marvel, está em sua resenha do filme “Thor”, de 2011.

Ebert deu ao longa uma avaliação negativa de 1,5 estrelas de 4. Ele escreveu que “Thor é um fracasso como filme, mas um sucesso como marketing”. Em sua crítica, o jornalista descreveu o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor, como superficiais. No entanto, foi ao falar sobre o personagem Loki, interpretado por Tom Hiddleston, que Ebert errou de forma notável.

O crítico afirmou que Loki era “tristemente carente de carisma”. Ele também criticou a reviravolta previsível do personagem como vilão. “Ele poderia muito bem estar usando um crachá: ‘Oi! Não se pode confiar em mim!'”, escreveu Ebert, que ainda perguntou: “Você vai se lembrar de Loki seis minutos depois que este filme acabar?”

A história provou que Ebert estava errado. O público amou o Loki de Hiddleston. O personagem se tornou um dos vilões mais queridos do Universo Cinematográfico Marvel, ao contrário da maioria dos antagonistas de filmes de super-heróis que morrem ou desaparecem. Loki transformou Hiddleston em um símbolo sexual e, em 2021, ganhou sua própria série de TV.

O apelo do Loki de Tom Hiddleston

O filme “Thor” apresentou Loki como um vilão simpático, diferente dos quadrinhos, onde ele é um trapaceiro que sente desprezo pelo irmão. No cinema, o personagem foi transformado em alguém triste e complexo. O Loki de Hiddleston ama sua família, especialmente o pai Odin, e quer o trono de Asgard por se sentir preterido em favor do irmão mais velho.

Ao descobrir que é um Gigante de Gelo adotado, Loki tenta destruir Jotunheim para provar que é um verdadeiro asgardiano. Sua queda é mais trágica e convincente do que o arco de aprendizado de Thor. Em “Os Vingadores”, de 2012, Hiddleston provou que também pode interpretar a megalomania, e os fãs adoraram ainda mais o novo Loki. O sucesso foi tanto que o filme seguinte, “Thor: O Mundo Sombrio”, foi reescrito para dar mais tempo de tela ao personagem.

A avaliação de Ebert para “Os Vingadores” não menciona Hiddleston ou Loki fora do resumo da trama, então não se sabe se o crítico mudou de opinião. Independentemente disso, o exército de fãs de Loki continua forte 15 anos depois.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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