A greve nacional dos trabalhadores dos Correios foi suspensa, mas a mobilização da categoria continua. Em assembleia realizada na noite da última terça-feira (7), o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na Paraíba (Sintect-PB) reuniu trabalhadores de forma presencial, em João Pessoa e Campina Grande, e também por meio virtual para deliberar sobre os próximos passos da Campanha Salarial 2026/2027.
Segundo o sindicato, a decisão de suspender a greve não significa recuo. A categoria endureceu as críticas à direção da empresa e mantém o estado de mobilização. Os trabalhadores avaliam que a luta por reajuste salarial e melhores condições de trabalho continua, e novas paralisações podem ser retomadas caso as negociações não avancem.
A assembleia contou com ampla participação dos funcionários, que discutiram os termos da proposta apresentada pela empresa. O Sintect-PB informou que a categoria está atenta e pronta para reagir a qualquer tentativa de desmonte dos direitos trabalhistas. A Campanha Salarial 2026/2027 segue como pauta central, com a exigência de reposição das perdas inflacionárias e valorização profissional.
Os Correios, por sua vez, afirmam que as portas para o diálogo permanecem abertas. A empresa destaca que a suspensão da greve permite a retomada das negociações de forma mais tranquila. No entanto, a categoria reforça que a mobilização não será interrompida até que haja um acordo que atenda às reivindicações dos trabalhadores.
Em outras regiões do país, movimentos semelhantes ocorrem. Sindicatos de diversos estados também realizam assembleias para avaliar os desdobramentos da greve e definir os próximos passos. A união nacional da categoria é vista como ponto forte para pressionar a empresa a apresentar uma proposta mais justa.
A situação reflete um cenário de tensão no serviço público. Os trabalhadores dos Correios, assim como outras categorias, enfrentam desafios como a inflação alta e a defasagem salarial. A expectativa é que as negociações avancem nas próximas semanas, evitando uma nova paralisação que poderia afetar a entrega de correspondências e encomendas em todo o país.
