A edição 2026 do concurso Miss Universe Brasil definiu sua nova vencedora na madrugada do último sábado (25). Marcella Kozinski, 26 anos, representante da Ilha do Mel, foi coroada após uma resposta firme na tradicional rodada de perguntas, etapa que muitos consideram decisiva para o resultado.
Questionada pela apresentadora Adriane Galisteu, que integrava o time de jurados, sobre os desafios da representatividade feminina, Kozinski defendeu a individualidade como ferramenta de transformação social. “Ser autêntica sempre vai ser o melhor caminho. Nós não somos iguais, somos bem diferentes uns dos outros, mas, quando inspiramos autenticidade, quando somos nós mesmos, nós inspiramos outras pessoas a trabalharem com a sua verdade também”, disse em 30 segundos.
A rodada de perguntas avalia personalidade, capacidade de argumentação e comunicação. A comentarista da noite, Natália Guimarães, afirmou que uma Miss Universe Brasil precisa ser uma comunicadora. “É a etapa em que toda preparação precisa aparecer de forma natural”, disse. Ela explicou que os jurados observam raciocínio rápido, clareza, inteligência emocional, segurança e controle emocional.
O episódio chamou atenção para a comunicação como competência essencial para quem representará o país. Embora os concursos nunca divulguem uma pontuação oficial para esse critério, há um padrão histórico: candidatas que chegam ao topo costumam se destacar pela oratória e presença em entrevistas.
Exemplos citados incluem Ieda Maria Vargas (Miss Universo 1963), descrita como articulada; Martha Vasconcellos (1968), com formação universitária e desenvoltura ao falar; e Natália Guimarães (vice-Miss Universo 2007), que destaca a avaliação contínua. Júlia Gama (segunda colocada em 2020) e Maria Brechane (Miss em 2023) também tiveram a comunicação apontada como diferencial.
Antigamente, o foco era passarela e beleza. Hoje, a organização do Miss Universo afirma buscar mulheres com liderança e capacidade de inspirar. Declarações de ex-misses e da cobertura especializada mostram que oratória, improviso e clareza sempre foram diferenciais das vencedoras e se tornaram ainda mais relevantes na era moderna do concurso.
