Uma intensa barragem de mísseis russos atingiu a cidade de Kiev nesta semana, após o presidente Vladimir Putin ordenar uma retaliação por um ataque ucraniano que deixou dezenas de mortos. A ofensiva, classificada como “massiva” por autoridades locais, ocorre em um momento de escalada do conflito.
O ataque a Kiev aconteceu depois que a Ucrânia realizou um bombardeio contra a cidade de Starobilsk, na região de Luhansk, controlada pela Rússia. Fontes ucranianas afirmam que o alvo era uma base militar russa, mas Moscou alega que civis foram atingidos. Putin classificou a ação como “terrorista” e prometeu uma resposta dura.
De acordo com relatos da imprensa internacional, como a CNN, a BBC e o The Guardian, a Rússia utilizou o novo míssil “Oreshnik” no ataque a Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, emitiu um alerta sobre o uso dessa arma, considerada de alta precisão e difícil de interceptar. As autoridades ucranianas relataram que quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nos bombardeios.
O chefe do governo ucraniano voltou a pedir mais sistemas de defesa aérea aos países ocidentais. Zelensky afirmou que a capacidade de proteger os céus do país é uma prioridade para conter os avanços russos e evitar novas tragédias como a ocorrida em Starobilsk e a retaliação em Kiev. A comunidade internacional acompanha com atenção o desenvolvimento dos novos mísseis russos e o impacto no campo de batalha.
O “Oreshnik” é um dos mais recentes sistemas de mísseis balísticos apresentados pela Rússia. Especialistas militares apontam que a arma tem capacidade para atingir alvos a longas distâncias com grande precisão, representando um desafio adicional para as defesas ucranianas. A utilização deste míssil em solo ucraniano marca uma nova fase no conflito, que já dura mais de três anos.
A cidade de Starobilsk, palco do ataque inicial ucraniano, fica na região de Luhansk, anexada pela Rússia em 2022. A Ucrânia, por sua vez, afirma que a região continua sendo parte de seu território e que tem o direito de atacar alvos militares russos onde quer que eles estejam. A troca de ataques entre os dois países não dá sinais de arrefecimento, com ambos os lados sofrendo baixas e danos materiais significativos.
