O Pentágono divulgou nesta sexta-feira (8) o que chamou de arquivos “novos, nunca antes vistos” sobre óvnis. A medida foi apresentada como um exemplo do compromisso do departamento com a transparência, após ter expulsado jornalistas no início deste ano.
“Nenhum outro presidente ou governo na história cumpriu esse nível de transparência sobre Fanis [fenômenos anômalos não identificados]”, disse o Pentágono em comunicado à imprensa.
A coleção está hospedada no site war.gov/ufo. Segundo o governo americano, os arquivos serão divulgados de forma contínua. Os arquivos iniciais são imagens estáticas pouco nítidas. Em uma delas, um aglomerado de pontos aparece na tela. Em outra, há objetos de formato estranho.
Em 2017, o jornal The New York Times revelou que o Pentágono mantinha um programa secreto e confidencial, iniciado em 2007, que investigava episódios relatados por militares. Desde então, congressistas pressionam o governo para desclassificar o trabalho sobre óvnis.
Os cerca de 170 arquivos incluem um relatório de 1947 sobre “discos voadores”. Há também uma foto de fenômenos não identificados tirada da superfície lunar durante a missão Apollo 12, da Nasa, em 1969. Uma transcrição da tripulação da Apollo 17 descreve objetos não identificados vistos da Lua em 1972.
O piloto da Apollo 17, Ronald Evans, relatou “algumas partículas ou fragmentos muito brilhantes, ou algo assim, que passam flutuando enquanto manobram”, de acordo com a transcrição. “Entendido”, respondeu o controle da missão.
“Esses arquivos, escondidos atrás de classificações sigilosas, há muito tempo alimentam especulações justificadas — e é hora de o povo americano ver isso por si mesmo”, disse Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, em comunicado.
A divulgação dos registros provavelmente vai reacender o debate sobre o sigilo governamental e a possível existência de vida alienígena. “Enquanto governos anteriores falharam em ser transparentes sobre esse assunto, com esses novos documentos e vídeos, as pessoas podem decidir por si mesmas”, escreveu o presidente americano, Donald Trump, em uma rede social.
A medida foi bem recebida pelos deputados Tim Burchett e Anna Paulina Luna, defensores da desclassificação. Luna disse que um lote adicional de material é esperado para cerca de 30 dias. “Os arquivos mostram que os Fanis não são simplesmente uma questão de especulação”, disse o astrofísico da Universidade Harvard Avi Loeb.
