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Trânsito

O que é pequena monta em leilão: dano leve, documento, vistoria, preço

O que é pequena monta em leilão é a classificação do sinistro que não atingiu estrutura nem item de segurança do veículo: lataria, vidro e farol, reparáveis sem inspeção especial e sem marca permanente no documento.
o que é pequena monta em leilão

No catálogo do pregão, o mesmo modelo aparece três vezes com três preços: um com a nota "pequena monta", outro com "média monta" e um terceiro que sai por um décimo da tabela porque é sucata. Pela foto não há diferença; pela classificação, são três veículos que a lei trata de formas distintas.

Entender o que é pequena monta em leilão é o primeiro filtro de quem quer um carro batido barato e sem dor de cabeça na transferência. A classificação vem da regulamentação do trânsito, é atribuída pela seguradora ou pela perícia depois do sinistro e diz se o dano ficou na superfície, se atingiu a estrutura e itens de segurança, ou se o veículo não volta mais à rua.

Pequena monta é o primeiro grau: dano reparável sem afetar estrutura nem segurança, sem inspeção especial depois do conserto e sem a marca que derruba o preço na revenda. Este texto mostra o que entra nessa classificação, o que a diferencia das outras duas, como fica o documento, o que a seguradora aceita e quanto o carro vale depois.

Aqui estão a definição da classificação e quem a atribui, os danos que cabem nela e os que não cabem, a diferença para a média e a grande, e a tabela dos três graus. Entram o documento e a vistoria, o seguro e a revenda, os erros de quem se guia pela foto, a ordem para agir, os custos e as dúvidas mais frequentes.

O que é pequena monta em leilão: a definição

A regulamentação do trânsito classifica os danos de um veículo sinistrado em três graus, conforme o que o reparo exige. Pequena monta é o dano que atinge só a parte externa ou peças de reposição simples: lataria, para-choque, faróis, lanternas, vidros, retrovisores, rodas e pneus, sem atingir a estrutura, a suspensão de forma estrutural, o sistema de freios nem os airbags.

O veículo volta a circular depois do reparo comum, em oficina, sem passar por inspeção especial. A classificação é feita pela seguradora quando ela indeniza o segurado e fica com o carro, ou pela perícia quando há boletim, e é ela que aparece no catálogo do leilão e no histórico do veículo.

Os danos que cabem e os que não cabem

Entram na pequena monta a batida de estacionamento que amassou porta e para-lama, o capô e o para-choque de uma colisão traseira leve, o vidro quebrado, o farol partido, o retrovisor arrancado, o granizo no teto e o alagamento que não chegou ao painel nem ao motor.

Não entram, e viram média monta, o dano em longarina, coluna, teto estrutural, assoalho, caixa de roda, o acionamento de airbag, a deformação de suspensão que exige alinhamento de estrutura e a enchente que passou do banco. A fronteira é a estrutura: se o reparo pede o cavalete de alinhamento ou a troca de peça soldada, deixa de ser pequena.

Os lotes de sinistro leve aparecem tanto nos pregões de seguradora quanto nos de órgãos públicos, misturados a veículos apreendidos sem dano nenhum. Uma página de leilão do Detran do Ceará, com os lotes, edital, leiloeiro e data, mostra a classificação e a condição de cada veículo e permite separar o conservado sem sinistro do que veio de batida, antes de dar o lance.

Comparativo entre os três graus

Pequena, média e grande monta, lado a lado
GrauDanoVolta a circular
Pequena montaSuperfície e peças simplesSim, com reparo comum
Média montaEstrutura ou item de segurançaSim, com inspeção e certificado
Grande montaIrrecuperávelNão, só peças
Sem sinistroNenhum registradoSim, como usado comum

Documento, vistoria e transferência

O veículo de pequena monta transfere como qualquer usado: nota de arrematação, CRV assinado pelo comitente, vistoria de transferência comum e taxa do Detran, dentro de trinta dias. Não há exigência de inspeção de segurança veicular, que é o certificado obrigatório da média monta, e a anotação de sinistro pode aparecer no histórico da placa, mas não impede transferência nem licenciamento.

Ainda assim, a vistoria cautelar antes da compra vale o preço, porque a classificação é feita pela seguradora com base no orçamento do reparo, e há casos em que o dano na estrutura só aparece quando o carro sobe no elevador. Se a cautelar encontrar longarina mexida em lote classificado como leve, o preço precisa cair, ou o lote fica.

Seguro, revenda e os erros de quem se guia pela foto

A maior parte das seguradoras aceita veículo de pequena monta com vistoria prévia, às vezes com franquia maior ou cobertura só de terceiros nos primeiros anos. Na revenda, a passagem por leilão de seguradora derruba o valor entre dez e vinte e cinco por cento em relação ao mesmo carro limpo, mesmo com o reparo bem feito, porque o histórico aparece em qualquer consulta pela placa.

Os erros mais comuns são confiar na classificação sem cautelar, calcular o reparo pela foto e descobrir que o farol de um modelo novo custa três mil reais, e comprar pequena monta para revender rápido, sem contar o desconto que o mercado aplica ao histórico.

Em ordem, para agir

  1. Ler no catálogo a classificação do lote e a descrição do dano, e ver todas as fotos.
  2. Orçar o reparo com uma oficina antes do pregão, com base nas fotos e no modelo.
  3. Somar lance, comissão, reparo, transferência e pátio, e comparar com o preço do mesmo carro limpo menos vinte por cento.
  4. Depois de arrematar, fazer a vistoria cautelar antes de investir no reparo.
  5. Transferir em trinta dias e guardar nota, fotos e laudos para o seguro e a revenda.

O passo três é o que separa o negócio da ilusão: se a conta chega perto do preço de um carro limpo, o lote não vale, por menor que seja o dano.

Quanto custa

O lote de dano leve costuma sair entre quarenta e sessenta por cento da tabela, conforme o modelo e o dano. O reparo de lataria e pintura de duas peças fica entre R$ 1.500 e R$ 4.000; farol e para-choque de modelo recente, de R$ 2.000 a R$ 5.000 o conjunto; vidro, de R$ 400 a R$ 1.200. A comissão do leiloeiro é de 5%, a transferência com vistoria fica entre R$ 300 e R$ 700 e a cautelar, entre R$ 150 e R$ 300.

Um carro de tabela R$ 60 mil comprado por R$ 30 mil com R$ 6 mil de reparo e R$ 3 mil de custos sai por R$ 39 mil, e vale, na revenda, uns R$ 48 mil. A conta fecha quando o dano é mesmo pequeno.

Perguntas frequentes sobre a classificação

No leilão do Detran a classificação é a mesma?

A mesma classificação: dano leve, sem estrutura nem item de segurança. No Detran, muitos lotes nem têm sinistro, são apreendidos; a classificação vale para os que vieram de batida.

Pequena monta fica no documento?

Pode aparecer no histórico da placa, e não impede transferência nem licenciamento. O que exige inspeção e certificado é a média monta.

Precisa de inspeção de segurança veicular?

Não. A inspeção com certificado é obrigatória só para média monta. Dano leve transfere com vistoria comum.

Seguradora aceita?

Quase todas, com vistoria prévia, às vezes com franquia maior ou cobertura de terceiros no início.

Quanto o carro desvaloriza?

Entre dez e vinte e cinco por cento na revenda em relação ao mesmo carro sem histórico, mesmo com reparo bem feito.

A classificação pode estar errada?

Pode. Ela vem do orçamento da seguradora, e dano de estrutura às vezes só aparece no elevador. A vistoria cautelar confere.

Resumo

O que é pequena monta em leilão se responde pelo primeiro grau da classificação de sinistro: dano de superfície e peças simples, sem estrutura nem item de segurança, reparado em oficina comum e transferido como usado, sem inspeção especial. Média monta atinge estrutura e exige certificado; grande monta é sucata. O lote sai entre quarenta e sessenta por cento da tabela, e a conta fecha quando lance, reparo e custos ficam bem abaixo do preço do carro limpo menos o desconto do histórico. Cautelar antes do reparo e orçamento antes do lance confirmam que o dano é pequeno de verdade.

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